O CHAMDO E A VOCACAO DEUM VERDADEIRO PREGADOR
“IDE… PREGAI O EVANGELHO…”
Marcos 16.15
TEXTO DE APOIO: II REIS 4.38-41.
38 Depois Eliseu voltou a Gilgal. Nesse tempo a fome assolava a região. Quando os discípulos dos profetas estavam reunidos com ele, ordenou ao seu servo: “Ponha o caldeirão no fogo e faça um ensopado para estes homens”.
39 Um deles foi ao campo apanhar legumes e encontrou uma trepadeira. Apanhou alguns de seus frutos e encheu deles o seu manto. Quando voltou, cortou-os em pedaços e colocou-os no caldeirão do ensopado, embora Aninguém soubesse o que era.
40 O ensopado foi servido aos homens, mas, logo que o provaram, gritaram: B“Homem de Deus, há morte na panela!” E não puderam mais tomá-lo.
41 CEntão Eliseu pediu um pouco de farinha, colocou no caldeirão e disse: “Sirvam a todos”. E já não havia mais perigo no caldeirão.
- Tem mensagem que ninguém sabe o que é e de onde veio.
- Esse tipo de mensagem mata (não apenas faz mal).
- A Palavra de Deus (farinha) acaba com o perigo.
INTRODUÇÃO:
Minha inquietação quanto à prédica (minha e dos outros), sendo essa a maior ferramenta para evangelização de não crentes e edificação dos crentes. Como ela está sendo tratada?
Essa preocupação está apoiada pelo grande numero de igrejas decadentes, escândalos promovidos pelos lideres e pregadores frustrados (magoados, desestabilizados, enfurecidos, etc.).
A OPOSIÇÃO FEITA Á PREGAÇÃO IMPLODE DENTRO DA IGREJA QUANDO O NORMAL É EXPLODIR DE FORA PARA DENTRO. Causas:
Deixou de ser o foco principal das reuniões. Tanto nas reuniões hebraicas como no Ministério de Jesus a ênfase nas reuniões era a pregação. Na igreja primitiva e moderna também, já na pós-modernidade a pregação deixou de ser o foco das reuniões.
Existe choque entre a autoridade eclesiástica e a autoridade da Bíblia.
Spurgeon: A Bíblia é serva da igreja ou a igreja é serva da Bíblia?
O teólogo protestante Karl Barth afirmou, com bastante propriedade, que “a Escritura está nas mãos da igreja, mas não debaixo do poder da igreja”.
O Concílio Vaticano II afirmou que tanto a Escritura quanto a tradição são sagradas e tem ambas, procedência divina.
Ensinamentos distorcidos para buscar interesses pessoais e organizacionais. Busca-se “aquele versículo” que da base, a “agenda da igreja” exige, etc.
Pregar é entrar num campo de batalha onde os adversários são os princípios divinos e a mente secularizada dos ouvintes.
Um pregador tem alguns minutos na semana para levar a mente dos crentes a entenderem, aceitarem, tomarem como melhor verdade para suas vidas e tomarem a decisão de praticarem os princípios divinos; e todo o restante do tempo na semana a mente deles é bombardeada pela secularização desse mundo e deteriorada por violência, orgia e materialismo.
O leigo virou clero e o clero ficou leigo. Confunde-se sacerdócio universal de todos os crentes com o ministério sacerdotal de alguns deles.
Em nome da expansão e crescimento ou para “desenvolver” as pessoas o púlpito é franqueado a muitos que estão despreparados para esse encargo. Isso queima etapas na vida de alguns obreiros e convencem outros que eles são pregadores quando não foram chamados por Deus para isso.
- “Quem se mete no ministério vai precisar lutar para lá permanecer”
- “Quem é colocado por homens vai depender de homens para continuar”
- “Quem é promovido por Deus é honrado e capacitado pelo próprio Deus”
Na verdade todos devem pregar aos não crentes através do testemunho pessoal e alguns (também) aos crentes por meio da oratória.
Efésios 4.11 – Alguns foram chamados para o os ministérios de púlpito.
I Pedro 5.2 – Existe uma maneira certa de “pastorear” e a pregação é a principal ferramenta do pastoreio.
Abordagem sobre a obrigação dada a todo cristão de pregar (expor, explanar, proclamar, anunciar) o Evangelho (boas novas de salvação) e do chamado específico para pregar com o objetivo de discipular. Quando se “prega” ao não crente apresenta-se as boas novas de salvação, quando se “prega” ao crente apresenta-se o caminho dos salvos na terra.
Foco: Pregar para crentes. Ato contínuo e árduo no dia a dia do pastor.
II Timóteo 4.2
“Pregue a Palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo, repreenda, corrija, exorte com toda paciência e doutrina”.
II Timóteo 2.15 “Procure apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar e que maneja corretamente a palavra da verdade”.
PREGAR É FAZER EXPOSIÇÃO BIBLICA BUSCANDO A APLICAÇÃO DO PRINCIPIO DIVINO.
É abrir a Bíblia, ler um texto e focar no princípio divino que deve interagir na vida das pessoas. Usa-se das ferramentas da geografia, história, cultura… Usa-se da capacidade intelectual e oratória do pregador… Usa-se da dinâmica da “brincadeira”, mas o foco é o princípio divino.
A PREGAÇÃO MAIS COMPLEXA É A TÓPICA E A MAIS SIMPLES A EXPOSITIVA TEXTUAL (para a aplicação e compreensão).
A primeira foca um tema ou assunto a segunda um texto. Quem não está muito habituado a pregar recomenda-se usar a textual.
A pregação expositiva:
O texto é estudado e explicado com o propósito de encontrar uma aplicação do texto para a vida dos ouvintes.
Pergunta-se o que tem a ver com a minha vida as dez pragas que Deus enviou ao Egito?
Evitam-se textos correlatos, focando no texto lido e na sua explicação.
TODOS OS PROBLEMAS SÃO RESOLVIDOS COM A SELEÇÃO MAIS BEM APURADA DE QUEM DEVE PREGAR.
Charles Spurgeon: “Errar na vocação é terrível calamidade para o homem, para a igreja sobre a qual ele se impõe, e seu erro envolve aflição das mais dolorosas”.
Ele apresenta três fatores que comprovam a vocação de uma pessoa para o ministério da pregação (teste da vocação):
- Desejo intenso e absorvente de realizar a obra.
Esse desejo encoraja a abandonar oportunidades mais promissoras e instaura um coração de mártir no vocacionado (ele está pronto a sofrer prazerosamente para atender ao chamado).
Ex. – “Acho que tenho um chamado porque já tentei muitas coisas e Deus fechou todas as portas”.
Esse desejo impõe reflexão, pois “É um desejo, não uma busca”. Quem é vocacionado não sai correndo atrás da vocação, fica e espera Deus agir. Isso controla o impulso.
É um desejo desinteressado. Nunca pode ser visto como meio de vida, receber dinheiro para pregar deve ser uma exigência da igreja e não do pregador.
É um desejo crescente. Não esmorece diante de oportunidades para fazer outras coisas ou mesmo diante de adversidades, antes cresce.
- - Aptidão para ensinar e outras qualidades de um instrutor público.
Junto com o desejo deve haver a aptidão. Isso não significa resultados imediatos, mas dedicação continua e crescente mesmo na ausência deles. É preciso ter alguma habilidade para falar em publico, a qual será desenvolvida com o passar do tempo (e a dedicação e estudo). O histórico de vida anterior ao púlpito, enquanto no banco e bastidores da igreja é muito importante.
O que os outros (nem todos, mas dos piedosos) pensam é muito importante.
Mas não é só a habilidade de falar. Também precisa desenvolver bons modos, educação, gentileza, coragem, ousadia, ternura.. Ainda, capacidade administrativa.
- - Frutos, depois do exercício por algum tempo dos dons.
Precisa haver conversões e amadurecimento dos crentes que sempre ouvem aquele pregador. Nada atesta mais o ministério de pregador do que isso.
A Palavra é poderosa e dá resultados, pois não volta vazia para Deus.’
Aquele que prega e não foi chamado por Deus para isso deveria ouvir as palavras de
JEREMIAS: 23.21-22
21 Não envieiy esses profetas, mas eles foram correndo levar sua mensagem; não falei com eles, mas eles profetizaram.
22 Mas se eles tivessem comparecidozao meu conselho, anunciariama as minhas palavras ao meu povo e teriam feito com que se convertessembdo seu mau procedimento e das suas obras más.c
Mas o verdadeiro pregador canta todos os dias o canto de Maria:
LUCAS 1.
46 Então disse Maria: “Minha alma engrandece ao Senhorb
47 e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador,c
48 pois atentou para a humildade da sua serva.d De agora em diante, todas as gerações me chamarão
bem-aventurada,e
49 pois o Poderoso fez grandes coisasf em meu favor; santo é o seu nome.g
50 A sua misericórdia estende-se aos que o temem, de geração em geração.h
51 Ele realizou poderosos feitos com seu braço;idispersou os que são soberbos no mais íntimo do coração.j
52 Derrubou governantes dos seus tronos, mas exaltou os humildes.k
53 Encheu de coisas boas os famintos,lmas despediu de mãos vazias os ricos.
54 Ajudou a seu servo Israel, lembrando-se da sua misericórdiam
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