quarta-feira, 19 de outubro de 2011

o outro e o limite

“O outro é o meu limite”.

A vida sem o outro é vivida sem limites.

A vida em comunidade nos confronta, nos aperta, nos comprime

E muitas vezes, constrange...

A vida com o outro, faz face, fica defronte,

Obriga-nos a olhar nos olhos...

Porque o outro, tem outra perspectiva.

Um convite aberto a tomar o mesmo lugar,

De onde o outro vê.

O limite que o outro representa, mantém a linha da razão,

Sem o outro minhas realidades são paralelas, quase loucas.

“Loucos são aqueles que ignoram os outros.”

A lei e a norma não se aplicam aos loucos,

Aos loucos se aplicam as contenções das paredes,

ou dos remédios que entorpecem.

Ambíguas são a ignorância e a loucura.

È possível ignorar não sendo louco.

Se não há loucura,

Resta a cegueira do que ignora.

Porque não vemos trombamos,

Porque trombamos ferimos.

Feridos sucumbimos.

Sucumbidos somos pisados.

Levantar e fazer face,

Ficar defronte, mostrando limite.

Tornando tangível ao cego que tateia,

Oferecer um limite, como ato de amor.

Porque o meu limite é o remédio que traz cura.

O meu limite é necessário à sanidade.

--

"Que o Senhor te abençoe e te guarde na graça e na paz de Jesus. "


Geraldo Majela de A.Pereira ibc

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