“O outro é o meu limite”.
A vida sem o outro é vivida sem limites.
A vida em comunidade nos confronta, nos aperta, nos comprime
E muitas vezes, constrange...
A vida com o outro, faz face, fica defronte,
Obriga-nos a olhar nos olhos...
Porque o outro, tem outra perspectiva.
Um convite aberto a tomar o mesmo lugar,
De onde o outro vê.
O limite que o outro representa, mantém a linha da razão,
Sem o outro minhas realidades são paralelas, quase loucas.
“Loucos são aqueles que ignoram os outros.”
A lei e a norma não se aplicam aos loucos,
Aos loucos se aplicam as contenções das paredes,
ou dos remédios que entorpecem.
Ambíguas são a ignorância e a loucura.
È possível ignorar não sendo louco.
Se não há loucura,
Resta a cegueira do que ignora.
Porque não vemos trombamos,
Porque trombamos ferimos.
Feridos sucumbimos.
Sucumbidos somos pisados.
Levantar e fazer face,
Ficar defronte, mostrando limite.
Tornando tangível ao cego que tateia,
Oferecer um limite, como ato de amor.
Porque o meu limite é o remédio que traz cura.
O meu limite é necessário à sanidade.
Nenhum comentário:
Postar um comentário