terça-feira, 13 de novembro de 2012
salmo 133
Amem-se uns aos outros
Vamos a Salmo 133
Há uma lenda judaica que diz que, muito tempo atrás, quando o mundo ainda era novo, dois irmãos
compartilhavam de um pedaço de terra e de um moinho, e toda noite dividiam os grãos que tinham moído.
Um dos irmãos era solteiro; o outro era casado e tinha muitos filhos. Um dia, o irmão solteiro pensou
consigo mesmo: “não é justo dividirmos os grãos de maneira igual. Eu só tenho a mim mesmo, mas meu
irmão tem muitos filhos com quem dividir sua comida”. Por isso, toda noite ele levava uma parte dos seus
grãos para o celeiro do seu irmão para que nunca faltasse a ele. Mas o irmão casado um dia também
pensou: “não é justo dividirmos os grãos de forma igual, porque eu tenho filhos que vão me sustentar
quando eu for velho, mas meu irmão está sozinho. O que ele fará quando estiver velho?” Por isso, toda
noite ele levava uma parte dos seus grãos para o celeiro do irmão, para que não lhe faltasse quando fosse
velho. Por causa disso, os dois sempre achavam seus depósitos de grãos misteriosamente estocados a cada
manhã. Uma noite os dois irmãos se cruzaram no caminho ao celeiro um do outro e, quando se deram
conta do que estava acontecendo, se abraçaram, emocionados. A lenda diz que Deus testemunhou do
encontro deles e disse: “esse lugar é santo, é um lugar de amor. É aqui que quero habitar”. É dito que
aquele foi o local onde o primeiro templo foi construído.
O sonho de Deus: Que nos amemos
Salmo 133
Quando Deus criou o homem, ele sabia que o homem cairia, e por isso já cuidou para que os homens que o
amassem tivessem algum lugar onde pudessem conviver juntos até o dia em que seriam levados ao céu
O sonho de Deus sempre foi o de que, enquanto juntos, os homens se ajudassem e caminhassem juntos,
em mútua submissão, considerando um ao outro e amando-se um ao outro
“Como é bom é agradável quando os irmãos convivem em união”O óleo precioso de que o salmista fala no versículo 2 era um óleo especial, feito especialmente para ser
colocado sobre as coisas sagradas da Tenda do Encontro e sobre os sacerdotes (Êxodo 30:22-33)
Ele era cheiroso, pois continha canela e cana aromática: era uma “mistura de aromas, obra de perfumista”
Ele era santo, porque só podia ser usado para fins específicos e muito preciosos aos olhos de Deus
Ele era contagioso porque, sendo santo, tornava santo tudo que tocasse nele
O que o salmista descreve é o processo por meio do qual o sacerdote seria ungido com tal óleo: ele era
derramado na cabeça de Arão e descia por sua barba, chegando até sua camisa e todo o corpo,
contagiando e tornando cheirosas todas as partes por onde caía
O amor entre os irmãos é assim:
ele é cheiroso aos olhos de Deus, agradável;
ele é sagrado e precioso; na verdade, é o que há de mais precioso aos olhos de Deus, ver duas pessoas
lutando para se amarem;
No entanto, uma outra característica desse óleo é que ele era pegajoso: ele continha azeite de oliva e por
isso deixava toda a cabeça, barba e vestimentas de Arão pegajosos
Imagine o incômodo que ele não devia sentir em ficar todo lambuzado – eu não gosto de ficar nem com a
mão suja de óleo de cozinha...
O amor entre irmãos também tem um componente de incômodo: quanto mais amamos as pessoas
profundamente, mais sacrifício precisamos fazer
Vale a pena? Certamente, porque o sonho de Deus sempre foi que nos amemos...
No versículo 3, o salmista menciona os montes Hermon e Sião
O monte Hermon é uma cadeia de montanhas muito mais altas que o monte Sião. O orvalho descia do
monte Hermon e escorria por sobre o monte Sião, contagiava o monte Sião, que ficava perto dele
Da mesma forma, o amor entre irmãos tem o poder de sair de um lugar e alcançar os outros
Basta uma pessoa começar a semear as sementes do amor para que alcance outras pessoasO amor é contagiante: ele abre portas, transforma corações e cria mais amor por onde passa
O salmo termina afirmando que ali, entre a união e o amor entre os irmãos, o Senhor concederia a bênção
da vida
A vida eterna sempre esteve reservada àqueles que quisessem viver suas vidas amando uns aos outros,
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